Tratamento de fístulas anorretais
Entenda sintomas, diagnóstico e opções de tratamento para fístula anal com foco em segurança, preservação da continência e menor recorrência.
Cada fístula anorretal tem um trajeto próprio, e o melhor resultado depende de diagnóstico preciso e estratégia personalizada.
A fístula anorretal é uma condição que exige avaliação especializada e planejamento cuidadoso. Quando mal conduzida, pode gerar recorrência, inflamações repetidas e, principalmente, risco à continência anal.
O diferencial no tratamento da fístula está em compreender que cada trajeto fistuloso é único e que a decisão terapêutica deve equilibrar eficácia e preservação da função.
A Dra. Ana Luiza, coloproctologista em Curitiba, realiza diagnóstico detalhado e oferece abordagem individualizada para o tratamento de fístulas anorretais, com foco em segurança, preservação esfincteriana e acompanhamento próximo.

O que é uma fístula anorretal?
A fístula anal é um trajeto inflamatório que conecta o interior do canal anal à pele ao redor do ânus. Na maioria das vezes, surge após um abscesso anal prévio.
Os sintomas mais comuns incluem:
- saída persistente de secreção,
- dor ou desconforto anal,
- episódios de inflamação recorrente,
- inchaço local,
- dificuldade de cicatrização.
Sem tratamento adequado, a fístula tende a persistir.
Avaliação especializada e planejamento individualizado
O primeiro passo para um tratamento eficaz é entender:
- a complexidade do trajeto,
- a relação com a musculatura esfincteriana,
- a presença de ramificações,
- associação com Doença de Crohn ou outras inflamações,
- histórico cirúrgico prévio.
Podem ser indicados exames como:
- ressonância magnética pélvica,
- ultrassonografia endoanal,
- avaliação proctológica detalhada.
O objetivo é definir a estratégia mais segura para cada caso.
Tratamentos disponíveis
O tratamento da fístula anal depende da sua classificação (simples ou complexa).
Colocação de seton (sedenho)
Indicado principalmente em fístulas complexas ou com inflamação ativa. Permite controle da infecção e preparo para abordagem definitiva, reduzindo risco de complicações.
Fistulotomia
Indicada em fístulas simples, quando o risco à continência é mínimo.
Técnica LIFT
Procedimento que trata o trajeto internamente, preservando a musculatura anal.
Retalho de avanço
Utilizado para fechamento do orifício interno em casos selecionados.
Técnicas minimamente invasivas com laser
Podem ser indicadas conforme o calibre, extensão e relação com a musculatura esfincteriana.

Terapia regenerativa com células mesenquimais
Em casos específicos, pode ser indicada terapia regenerativa com células mesenquimais, especialmente em fístulas complexas ou associadas à Doença de Crohn.
As células mesenquimais atuam:
- modulando a resposta inflamatória,
- estimulando a cicatrização tecidual,
- favorecendo o fechamento do trajeto fistuloso.

Essa abordagem deve ser cuidadosamente indicada e acompanhada.
Diferencial no cuidado
O tratamento da fístula não termina na cirurgia.
O acompanhamento inclui:
- monitoramento da cicatrização,
- prevenção de recorrências,
- avaliação funcional da continência,
- manejo de doenças associadas,
- orientação detalhada no pós-operatório.
Cada fístula é única e a decisão terapêutica também deve ser.
Quando procurar um coloproctologista em Curitiba?
Procure avaliação especializada se você apresenta:
- secreção anal persistente,
- abscessos recorrentes,
- dor anal associada a inchaço,
- diagnóstico prévio de fístula,
- Doença de Crohn com sintomas anais.
O tratamento precoce reduz complicações e melhora os resultados funcionais.
Dra. Ana Luiza Moraes Rocha
Médica Coloproctologista
CRM-PR 45351 | RQE 36221
Especialista em Coloproctologia
Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. Procure sempre orientação profissional para diagnóstico e tratamento adequados.