ConsideraçãoPacientes

Tratamento de fístulas anorretais

Entenda sintomas, diagnóstico e opções de tratamento para fístula anal com foco em segurança, preservação da continência e menor recorrência.

PorDra. Ana Luiza Moraes Rocha
3 min de leitura

Cada fístula anorretal tem um trajeto próprio, e o melhor resultado depende de diagnóstico preciso e estratégia personalizada.

A fístula anorretal é uma condição que exige avaliação especializada e planejamento cuidadoso. Quando mal conduzida, pode gerar recorrência, inflamações repetidas e, principalmente, risco à continência anal.

O diferencial no tratamento da fístula está em compreender que cada trajeto fistuloso é único e que a decisão terapêutica deve equilibrar eficácia e preservação da função.

A Dra. Ana Luiza, coloproctologista em Curitiba, realiza diagnóstico detalhado e oferece abordagem individualizada para o tratamento de fístulas anorretais, com foco em segurança, preservação esfincteriana e acompanhamento próximo.

Ilustração de fístula anorretal e trajeto fistuloso

O que é uma fístula anorretal?

A fístula anal é um trajeto inflamatório que conecta o interior do canal anal à pele ao redor do ânus. Na maioria das vezes, surge após um abscesso anal prévio.

Os sintomas mais comuns incluem:

  • saída persistente de secreção,
  • dor ou desconforto anal,
  • episódios de inflamação recorrente,
  • inchaço local,
  • dificuldade de cicatrização.

Sem tratamento adequado, a fístula tende a persistir.

Avaliação especializada e planejamento individualizado

O primeiro passo para um tratamento eficaz é entender:

  • a complexidade do trajeto,
  • a relação com a musculatura esfincteriana,
  • a presença de ramificações,
  • associação com Doença de Crohn ou outras inflamações,
  • histórico cirúrgico prévio.

Podem ser indicados exames como:

  • ressonância magnética pélvica,
  • ultrassonografia endoanal,
  • avaliação proctológica detalhada.

O objetivo é definir a estratégia mais segura para cada caso.

Tratamentos disponíveis

O tratamento da fístula anal depende da sua classificação (simples ou complexa).

Colocação de seton (sedenho)

Indicado principalmente em fístulas complexas ou com inflamação ativa. Permite controle da infecção e preparo para abordagem definitiva, reduzindo risco de complicações.

Fistulotomia

Indicada em fístulas simples, quando o risco à continência é mínimo.

Técnica LIFT

Procedimento que trata o trajeto internamente, preservando a musculatura anal.

Retalho de avanço

Utilizado para fechamento do orifício interno em casos selecionados.

Técnicas minimamente invasivas com laser

Podem ser indicadas conforme o calibre, extensão e relação com a musculatura esfincteriana.

Representação de técnica minimamente invasiva com laser para fístula anal

Terapia regenerativa com células mesenquimais

Em casos específicos, pode ser indicada terapia regenerativa com células mesenquimais, especialmente em fístulas complexas ou associadas à Doença de Crohn.

As células mesenquimais atuam:

  • modulando a resposta inflamatória,
  • estimulando a cicatrização tecidual,
  • favorecendo o fechamento do trajeto fistuloso.

Terapia regenerativa com células mesenquimais em fístulas complexas

Essa abordagem deve ser cuidadosamente indicada e acompanhada.

Diferencial no cuidado

O tratamento da fístula não termina na cirurgia.

O acompanhamento inclui:

  • monitoramento da cicatrização,
  • prevenção de recorrências,
  • avaliação funcional da continência,
  • manejo de doenças associadas,
  • orientação detalhada no pós-operatório.

Cada fístula é única e a decisão terapêutica também deve ser.

Quando procurar um coloproctologista em Curitiba?

Procure avaliação especializada se você apresenta:

  • secreção anal persistente,
  • abscessos recorrentes,
  • dor anal associada a inchaço,
  • diagnóstico prévio de fístula,
  • Doença de Crohn com sintomas anais.

O tratamento precoce reduz complicações e melhora os resultados funcionais.


Dra. Ana Luiza Moraes Rocha
Médica Coloproctologista
CRM-PR 45351 | RQE 36221
Especialista em Coloproctologia

Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. Procure sempre orientação profissional para diagnóstico e tratamento adequados.